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Inhame dos Açores




Como definir o inhame?! Acho que é daquelas coisas que só mesmo provando! Para começar, a primeira foto, que já vos tinha mostrado neste post, é a planta do inhame. A Colocasia Esculenta (designação desta espécie de inhame), é uma planta herbácea vivaz com grandes folhas que podem atingir 70cm de comprimento por 60cm de largura. Em "açorianês" falando, esta planta tem uma raiz (rizoma/tubérculo) algo áspera e rugosa, de cor acastanhada escura, cuja grossura e comprimento são variáveis. O interior é farinhoso (farinhento como dizemos cá), com uma cor que pode variar do branco ao rosado, depois de apanhado ganha uma cor azulada/arroxada e depois de cozido volta a ganhar a sua cor original. A planta do inhame desenvolve-se melhor em lugares húmidos e é por isso muitas vezes cultivada junto às ribeiras (cursos de água). Pode também ser cultivada em lugares mais secos, mas geralmente os inhames de água (os que são cultivados em lugares húmidos) costumam ser melhores, mais saborosos e menos fibrosos, chegando até a ter uma textura amanteigada. Desde a plantação até à apanha (colheita) o cliclo dura de 8 meses a 2 anos. Após este tempo os inhames continuam a poder ser apanhados mas tendem a crescer demasiado e a perder qualidade. Os inhames podem ser cozidos, fritos, assados, e o sabor pode ser adocicado ou salgado dependendo do modo como são cozidos (se com açúcar, se com sal). Os inhames constituem a base de alguns pratos tradicionais Açorianos, servem de acompanhamento a preparados de carne e enchidos fumados. Quase não há restaurante que se preze que não tenha inhames com linguiça e/ou torresmos disponíveis na ementa! Na nossa ilha de São Jorge, em particular nas Fajãs, os inhames constituíam a base da alimentação de grande parte da população. A importância era tal que os inhames se encontram representados no brasão do Concelho da Calheta e também no brasão da freguesia da Ribeira Seca. Nos finais do século XVII uma tentativa de alteração das regras de cobrança do dízimo (imposto) sobre o inhame levou a um levantamento popular conhecido como Revolta dos Inhames, que só ficou resolvida após o envio de tropas à ilha! E para quem não conhece o inhame, deixo-vos uma foto com os inhames já cozidos. Este vieram de uma das fajãs desta ilha e foram cozidos em forno de lenha o que faz com que os inhames fiquem ainda mais saborosos! Na travessa ainda com a "casca" e no prato já prontinhos a comer! Por vezes quem prova não consegue gostar! Talvez porque não gosta mesmo ou acredito que possa ser por não provar um inhame de qualidade! Quando o inhame não é bom, não é bom mesmo! Mas quando é bom, é uma maravilha! E sabiam que pode ser usado em doces?! Isso mesmo! Em queijadas, bolos, pudins! O que a imaginação permitir! Por isso, se provarem inhame e não for amor à primeira dentada, por favor dêem-lhe uma segunda oportunidade!

Se quiserem saber mais basta consultar a fonte no Wikipedia

Fruter - Mel dos Açores

Imagem retirada da net
(http://www.fruter.pt/galeria/index.php)

Como já vos expliquei nos posts anteriores, o mel da Fruter é produzido por apicultores associados da Ilha Terceira. O mel é entregue na Cooperativa Fruter pelos seus associados, devidamente embalado em boiões de vidro e caixas de cartão de 12 unidades fornecidas pela cooperativa. Uma vez na cooperativa são colocados rótulos nos boiões para posteriormente serem comercializados. No rótulo podemos, ainda, ter conhecimento de quem foi o apicultor daquele mel. O mel da Fruter é comercializado em boiões de vidro de 270g, 480g e 500g. Existe ainda um boião de plástico de 440g, muito prático uma vez que basta esguichar e já está! É ótimo para quem tem crianças pois, para além de ser fácil de usar, eles próprios podem manusear o frasco sem o risco de quebrar. É importante frisar que o mel da Fruter é um produto DOP - Denominação de Origem Protegida. Quer isto dizer que é um produto único, genuíno, que teve origem numa determinada região geográfica e é daí que advém as suas características. Produtos destes merecem ser valorizados! Para além de mel, a Fruter comercializa também Pólen que é um produto muito completo, rico em proteínas, vitaminas e aminoácidos essenciais. Convido-vos uma vez mais a visitarem o site da Fruter pois assim, para além de ficarem a conhecer melhor o trabalho e os produtos, podem também ficar a par das novidades e dos eventos que vão acontecendo e, quem sabe, o Mel da Fruter não esteja um destes dias próximo de vós! Será, sem dúvida, uma excelente oportunidade a não perder para ficarem a conhecer melhor este fantástico produto dos Açores!

Fruter - Mel Prensado

Imagem retirada da net
(http://www.fruter.pt/galeria/index.php)

"A FruterCoop resolveu apresentar um novo "velho" produto da colmeia utilizando técnicas tradicionais de extração como a prensagem dos favos, tal como outrora se fazia com os cortiços, para obter um mel característico de outros tempos. O Mel Prensado é mais encorpado, com uma consistência espessa e com sabores mais fortes agregados a aromas também eles tradicionais. Tal se deve à maior quantidade de Pólen que este método permite arrastar dos favos juntamente com o mel, conferindo-lhe características especiais, acabando por resultar num produto mais nutritivo e do agrado de todos. O Pólen que enriquece o Mel Prensado já foi processado pelas abelhas, naturalmente enriquecido com própolis e ligeiramente levedado, recebe a designação de Pão de Abelha e é um alimento bastante completo".

Posto isto só podemos concluir que o Mel Prensado da Fruter é um produto de excelente qualidade. Realmente tenho memórias do mel tradicional pois um tio meu era apicultor nas horas vagas, actividade que fazia com grande paixão. Desde que ele deixou a apicultura nunca mais eu tinha provado um mel com aquelas características. Até ter provado o Mel Prensado da Fruter! Só pela cor e densidade percebemos logo que é um mel diferente. E depois o sabor não tem nada a ver com aqueles méis quaisquer que se compra no supermercado. E poderão dizer-me "ah, mel é mel". Nada disso. Quem já provou mel tradicional e quem já provou mel do que se compra no supermercado sabe perfeitamente que há uma enorme diferença. Porque o mel que se compra no supermercado é feito de forma industrial, para render e para ser barato, logo não pode nunca ter a qualidade de um mel que é feito de forma natural e tradicional. Obviamente, a produção deste mel é muito reduzida uma vez que o mesmo é obtido através da prensagem das ceras resultantes da desoperculação. Pelas razões que citei no início mas também pelo facto de ser um mel Açoriano com características peculiares de aroma e paladar, este é o mel perfeito! Se o virem por aí à venda não o deixem escapar!

Fruter - Mel Multiflora

Imagem retirada da net
(http://www.fruter.pt/galeria/index.php)

Os Açores pelo seu potencial florístico, abundante, diversificado e não sazonal, aliado a um clima ameno, possuem excelentes condições para a prática apícola. De todos os produtos diretos da colmeia, o mais conhecido é o mel. É conhecido pelo seu valor nutritivo e também pelas suas virtudes curativas no âmbito da medicina popular. O mel é essencialmente rico em açúcares dos quais se destacam a glucose e a frutose. A sacarose (açúcar comum) ocupa no produto uma percentagem por vezes insignificante (em média 5%). Pela sua baixa concentração em sacarose, o mel pode ser ingerido (sempre de forma adequada e sensata), por todos aqueles que não podem usar o açúcar vulgar. O mel estimula a produção de sangue e linfa, permitindo assim uma feliz sinergia entre as defesas imunitárias estimuladas e as substâncias anti-bacterianas do mel. O mel produzido pelos apicultores associados à FruterCoop é por excelência um produto natural proveniente exclusivamente de flores não possuindo na sua composição qualquer composto produzido artificialmente. Como é uma miscelânea de néctares de várias espécies florais, as propriedades da flora que lhe deu origem podem ser encontradas no mel (e isso percebe-se muito bem quando o provamos). O Mel da Fruter é um produto com garantia de qualidade, com características físico-químicas e organolépticas específicas (cor, aroma, textura, sabor), uma vez que é analisado segundo os seus parâmetros físico-químicos com o objetivo de se comercializar um produto indemne que se enquadre nas normas comunitárias.

Fruter


A Fruter é uma associação de produtores de frutas, de produtos hortícolas e florícolas da Ilha Terceira. Surgiu um Abril de 1990 a partir de um pequeno núcleo já existente com o objetivo de abranger outras áreas de produção agrícola. A sede da Fruter situa-se em Santa Luzia - Angra do Heroísmo e conta com 109 associados que trabalham nas mais diversas áreas agrícolas como a apicultura, horticultura e fruticultura. Como membro da Federação Agrícola dos Açores, a Fruter procura defender estes sectores de produção junto da sociedade política e civil com o objetivo de incentivar e dinamizar estas áreas produtivas. Visando essencialmente a promoção e divulgação de todos os produtos produzidos pelos seus associados, a Fruter tem participado em diversas feiras, não só de âmbito regional, mas também nacional e internacional. Tem participado também em Concursos Horto-Frutícolas e Concursos de Mel, através dos quais os seus associados têm confirmado a qualidade dos seus produtos. Participa, ainda, em vários congressos, simpósios e workshops de relevância nacional e internacional. A Fruter promove várias acções de formação em todas as áreas de intervenção e, de modo a proporcionar as melhores condições de produção, tem desenvolvido juntamente com a Universidade dos Açores e com a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas diversos trabalhos de investigação. Importa salientar que existem duas estruturas completamente independentes: A Fruter (associação) e a FruterCoop (cooperativa), cujo objetivo de ambas é contribuir para a melhoria do rendimento dos agricultores e seu bem estar. A Fruter comercializa os seus produtos em toda a Região Açores, nalguns pontos de Portugal Continental e para a Holanda no caso da floricultura. Visitem o site da Fruter, lá poderão encontrar informação mais detalhada e ficar também a par de outras novidades.

Produtos de Eleição - Os "Segredos" que aqui se partilharam - VI


Todos nós temos os nossos produtos preferidos! Estes são os meus: Produtos de Eleição


Vinho Licoroso Czar

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(http://www.czarwine.pt/czar_garrafa.png)

Pela primeira vez não tenho palavras para descrever o produto Açoriano que hoje vos venho dar a conhecer! É que não há mesmo palavras para descrever esta preciosidade! É... é Açores no seu melhor! Tremo só de ter na mão uma garrafa do Vinho Licoroso Czar! Tremo de felicidade, emoção, gratidão, orgulho! Porque é um produto Açoriano, um produto que é reconhecido em Portugal e no estrangeiro! Um produto que tem arrecadado prémios e medalhas! Um produto que é feito na vizinha ilha da montanha, a Ilha do Pico! Um vinho tão particular, tão característico, com uma cor tão bonita que mais parece ouro líquido! Por vezes compramos bebidas importadas quando podíamos escolher um vinho desta categoria, um milhão de vezes superior a qualquer outro! É um vinho especial, para pessoas e momentos especiais! É o vinho perfeito para comemorar! E agora que o Natal está à porta, por vezes faltam-nos ideias do que oferecer e garanto que, um bom apreciador de vinhos não ficará indiferente a uma prendas destas (facilmente encontrarão em qualquer loja de produtos Açorianos)! Como expliquei no post anterior, este é um vinho totalmente natural, cuja fermentação é feita em cascos de carvalho Francês, que, só para terem um ideia, precisa de 10 meses de fermentação e um estágio de 4 anos. A produção de 2009 está dividida em dois lotes: Meio Doce (18,5 graus) / Seco (20,00 graus). Deixo-vos o site: http://www.czarwine.pt/. Deixo-vos, também, um pequeno vídeo sobre o vinho Czar.



Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=vWQpsiE_h6g

É um vinho que deve ser bebido fresco! E claro, fazendo o brinde à moda dos Açores: "Haja saúde"!

Czar - Vinho Licoroso do Pico


"O vinho Czar é muito peculiar pela morfologia do solo onde as suas videiras se expandem, ao clima e à minuciosidade do tratamento das suas vinhas, à forma como é feita a sua vindima, e até a maneira como é elaborado e guardado. Daí que seja único no seu aroma, no seu paladar, na sensação que deixa em quem o degusta e, como tal, incomparável pela sua singularidade. Por se tratar de um vinho totalmente natural, sem adição de qualquer tipo de álcool, açúcar ou leveduras, a sua composição varia de acordo com o grau de maturação e as condições climatéricas incertas de cada ano, podendo aparecer como seco, meio seco, doce ou meio doce. Provém de uma vinha centenária que se encontra na zona dos lajidos da Criação Velha, na Ilha do Pico, zona património mundial classificada pela UNESCO. É um vinho que naturalmente atinge 18% de graduação (e às vezes mais). Essa virtude deve-se às características peculiares das castas tradicionais de que é feito: Verdelho, Arinto dos Açores e Terrantês do Pico. Mas também ao tipo de solo de pedra vulcânica (lajido), à desfolha realizada alguns dias antes da vindima tardia, para permitir uma maior exposição solar dos cachos, ajudando na sobre maturação das uvas. O vinho Czar já ganhou vários prémios, inclusive medalhas de prata e de ouro, sendo considerado o melhor vinho licoroso dos Açores. Em Novembro de 2011 ganhou uma medalha de ouro numa feira internacional de vinhos em Moscovo. Também já foi considerado um dos melhores vinhos Portugueses pela revista "Néctar" em 2005. Mais recentemente, em Novembro de 2013, o conceituado crítico de vinhos Português, Nelson Moreira, considerou a colheita de 2008 como um fenómeno da natureza, que certamente irá ficar na história de vinhos dos Açores. Foi dado a este vinho o nome "Czar" porque após a revolução Russa em 1917, foi encontrado vinho licoroso da ilha do Pico nas caves do último Czar, Nicolau II. Este vinho era embarcado em barricas na ilha do Pico, por barcos enviados propositadamente pelos Czares, para os seus banquetes reais. O vinho licoroso Czar, de José Duarte Garcia, é hoje produzido pelo filho Fortunato Garcia. que pretende continuar a produção de um vinho cujo reconhecimento chega dos quatro cantos do mundo."

in Blog Cais do Pico

Atum Santa Catarina - Linha Gourmet - Patés


No post anterior falei-vos das latinhas de filete de atum com sabores da linha gourmet Santa Catarina. Faltou-me falar dos patés de atum que também fazem parte dessa gama. Estes patés são naturais, sem qualquer tipo de aditivos ou conservantes. É um produto artesanal pois tudo é feito manualmente desde a preparação do atum, enchimento dos frasco de vidro e respectiva rotulagem! Os restantes produtos utilizados nestes patés como as cebolas, alhos, pimentos, salsa, têm origem nas maravilhoss Fajãs de São Jorge. Diria que o ingrediente principal destes patés, bem como da restante gama de produtos, é o carinho com que tudo é feito. Existe o paté de atum e o paté de atum com orégãos. Ambos deliciosos, sendo que o de orégãos tem um sabor ainda mais especial. O paté de atum com orégãos já foi galardoado com com medalha de ouro em 2013, prata em 2014 e novamente ouro em 2015.

Atum Santa Catarina - Linha Gourmet

Imagem retirada da net
(http://www.atumsantacatarina.com/inicio/)

No início deste ano fiz o post que podem ver aqui sobre o Atum Santa Catarina Gourmet. Ia apenas atualizar o post em questão mas nunca é demais relembrar e para quem não conhece decidi mostrar-vos novamente! Esta é a linha gourmet do Atum Santa Catarina. Pequenas latinhas, com sabores diferentes mas que se destacam pela inovação e qualidade. Ao abrir uma destas latas, seja qual for o sabor, vemos pequenos filetes de atum tão perfeitinhos e imaculados, sem quaisquer "detritos" de atum a boiar! De uma qualidade extraordinária! Alguns dos sabores são:

Filete de Atum em Azeite
Filete de Atum em Azeite Biológico
Filete de Atum com Orégãos
Filete de Atum com Batata Doce
Filete de Atum com Tomilho
Filete de Atum com Molho Cru
Filete de Atum com Sementes de Funcho
Ventresca de Atum 


A Santa Catarina Indústria Conserveira lançou este ano de 2015 mais 5 sabores:

Filete de Atum com Pimenta dos Açores
Filete de Atum com Caril
Filete de Atum com Manjericão
Filete de Atum com Poejo
Filete de Atum com Alecrim

Qual o melhor?! É difícil dizer! Só mesmo provando! Saliento que alguns sabores desta linha gourmet já ganharam prémios! Este ano o de Caril ganhou medalha de prata, o de Orégãos ganhou medalha de ouro e o de Pimenta dos Açores ganhou medalha de ouro e foi considerado o melhor dos melhores! Em 2014 o de Funcho foi considerado o melhor dos melhores, o de Molho Cru também foi considerado o melhor dos melhores e ganhou ainda medalha de ouro. Recentemente a Santa Catarina conquistou um Galardão Internacional na sua primeira participação no Great Taste Awards, arrecadando duas estrelas para dois dos seus produtos, entre os quais o Filete de Atum com Sementes de Funcho. Estes foram apenas alguns dos prémios atribuídos! O papel que embrulha as latinhas não é um papel qualquer! Nele encontrarão um pouco da história da fábrica de Santa Catarina, uma breve explicação sobre o atum e ainda uma receita! Este ano, a Santa Catarina obteve ainda uma Menção Honrosa para as embalagens da sua linha de especialidades, pela forma de apresentação muito cuidada e criteriosa escolha do padrão gráfico e cores das cintas que envolvem as latinhas! Digam lá se não são mesmo um mimo?! 

Santa Catarina Indústria Conserveira


A indústria das conservas existe na Vila da Calheta, Ilha de São Jorge, desde os anos 40. Foi reactivada pela câmara municipal no dia 5 de Abril de 1995, com o nome Santa Catarina - Indústria Conserveira, S.A (Santa Catarina é a padroeira do concelho, daí o nome escolhido). Em 2009 a empresa foi adquirida pelo Governo Regional dos Açores. É uma empresa que se dedica exclusivamente ao fabrico de conservas de atum, que prima pela qualidade, aliando a tecnologia aos ancestrais métodos artesanais, sendo atualmente a principal empregadora da Ilha. As conservas Santa Catarina são feitas com atum pescado através do método salto e vara (pesca artesanal com cana), um método que selecciona os melhores espécimes, salvaguardando assim a preservação da espécie e respeitando o ecossistema marinho. Esta indústria prima pela qualidade, usando atum fresco, pescado no mar dos Açores, que é depois transportado para a fábrica onde é cozido, preparado e colocado em latas à mão onde posteriormente serão adicionados os temperos. Esta fábrica tem capacidade para laboração diária de 12 toneladas de peixe. A laboração anual ronda as 2500 toneladas que se traduz em mais de 7 milhões de latas! Visitem o site ou facebook para conhecerem um pouco mais sobre esta indústria! Estas conservas estão no mercado regional, nacional mas também internacional, sendo que 80% do produto é para o estrangeiro. Além da marca ter ganho o prémio das conservas mais sustentáveis do mundo, tem conseguido arrecadar reconhecimento sob a forma de distintos prémios para os seus produtos e é uma marca com grande destaque nas lojas gourmet. Recentemente conquistou um Galardão Internacional na sua primeira participação no Great Taste Awards, arrecadando assim duas estrelas para dois dos seus produtos. A Santa Catarina está de parabéns porque comemorou este ano 20 anos de existência. 
"20 anos é muita lata!"

Espécies - Doce de São Jorge


Não sei se se recordam do doce que estava na capa do livro que era primeiro prémio do Desafio Açoriano! O livro em questão tem imensas receitas de todas as ilhas dos Açores mas foi um doce da minha ilha que mereceu destaque na capa do livro! As espécies são um doce típico da Ilha de São Jorge, o seu recheio é feito de especiarias, daí o nome "espécie". Crê-se que a receita remonta ao tempo em que a ilha foi povoada (séc. XV). A massa branca é do género da massa tenra, e o seu "design" é conseguido pelo recorte feito com a tradicional carretilha, revelando assim o tom acastanhado do recheio. O recheio é algo picante, não em demasia. Mas para quem não gosta não é necessário juntar picante, embora o picante as torne ainda mais deliciosas! Também popularmente lhes chamam "bichos doces" ou "ferraduras". Este último porque noutros pontos da ilha, as espécies têm a forma de uma ferradura. Ou seja, em vez de serem fechadas de modo a ficarem unidas e redondas, ficam abertas e assim assemelham-se a uma ferradura. Apesar de ser um doce comum a toda a ilha, o seu sabor varia de zona para zona. Tudo depende de quem as faz e dos ingredientes utilizados. Há quem ainda as faz à moda antiga e de forma artesanal, há quem as faz mais industrializadas, há quem lhes junta mais especiarias, há quem lhes junta menos especiarias! Quem por cá passar deve provar este doce nos vários pontos da ilha pois serão todas ligeiramente diferentes mas todas deliciosas! Embora sejam feitas durante todo o ano, é durante as Festas do Divino Espírito Santo que este doce ganha destaque pelo seu paladar característico, à base de pão torrado e especiarias, no tradicional forno de lenha. Poderão encontrar na Internet algumas receitas, todas elas com diferenças, mas a receita original está na memória das doceiras que tão sabiamente as fazem! Posso revelar que uma das especiarias usadas no recheio da espécies são as sementes de funcho (erva-doce). Aliás, a erva-doce está presente em grande parte da doçaria Açoriana e confere um sabor muito característico e agradável! Deixo-vos este link onde poderão ver a receita para o caso de quererem fazer! Não é a receita original, é uma variante, mas aqui fica para quem se quiser aventurar! Dá um pouco de trabalho, dá! Mas vale muito a pena! Deixo-vos, ainda, um vídeo para que possam ver este doce ser feito.

VDF: https://www.youtube.com/watch?v=riC77vyICoA

Se não quiserem arriscar e preferirem provar as espécies vindas directamente da minha linda Ilha de São Jorge, poderão facilmente encontra-las na lojas de produtos Açorianos que já vos sugeri aqui no blog. É um dos doces mais exóticos da doçaria Açoriana, sendo um dos mais importantes ex-líbris gastronómicos da ilha!

Gradirripas - Utensílios de Cozinha em Madeira

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(http://www.gradirripas.pt/1/utensilios_de_cozinha_3752828.html)

A Gradirripas não se limita apenas a fazer tábuas, não, não! Também fazem vários utensílios de cozinha! Para além dos outros que falei aqui, claro! No tempo das nossas avós e das nossas mães os utensílios eram quase todos em madeira! Quem não se lembra da colher de pau, da espátula de madeira, da "colher" de mel também em madeira?! Quem não se lembra do rolo da massa em madeira, do almofariz em madeira, das peneiras em madeira?! Não só me lembro bem, como tenho todos estes utensílios na minha cozinha! Pode vir a moda do silicone, do plástico, do aço inoxidável, mas os de madeira serão eternos, disso não tenho dúvidas! E há quem deixou de os usar por não serem higiénicos, ou porque a ASAE assim o decretou, mas na minha cozinha mando eu e dali só sairão apenas quando já estiverem bem velhinhos e acabados! Para quem gosta e aprecia estes práticos utensílios poderá encontrá-los na Gradirripas, uma empresa portuguesa que os produz tão bem! Têm todos estes que mencionei e muitos outros! Descubram-nos aqui ou aqui!

Gradirripas - Tábuas de Madeira

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(https://www.facebook.com/GradirripasArtigosEmMadeira)

Com um design irregular, esta tábua de madeira sem pega é ideal para usarmos para preparar refeições ou como base de corte, embora seja giríssima também para levar à mesa! Por não ter pega pode pensar-se que é menos prática, mas não é, até porque tem um buraquinho que nos permite pendurá-la se assim o desejarmos! Quer este, quer todos os outros modelos, são produzidos com madeira de origem nacional, adquirida a fornecedores que asseguram uma responsável utilização das florestas portuguesas. A Gradirripas é uma empresa bastante atenta e preocupada com a sustentabilidade ambiental. O formato original, em madeira de qualidade e com excelente acabamento, faz destas tábuas peças únicas. Esta é daquelas que eu imagino recheada de boa charcutaria e de bons queijos portugueses (incluindo o "meu" queijinho de São Jorge, claro)! Querem conhecer os outros modelos e outros artigos? Então visitem o site o ou facebook e deixem-se encantar pelo mundo da madeira!

Gradirripas - Tábuas de Madeira Retangulares com Pega

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(http://www.gradirripas.pt/1/tabuas_com_pega_3749576.html)

Este é dos modelos que mais gosto! É um modelo simples, clássico mas que fica muito bem na apresentação de refeições! E as tartes retangulares, doces ou salgadas, que agora estão na moda, ficam ainda mais bonitas e apetitosas servidas nestas tábuas! Existem também vários tamanhos. A Gradirripas tem imensas soluções de qualidade e bom gosto para usarmos no dia-a-dia, produzidas por uma equipa experiente e dedicada. Julgo que difícil será escolher! Quem não conhece os produtos aconselho vivamente. São de grande qualidade, muito úteis, práticos, nunca passam de moda e com uma utilização cuidada poderão durar uma vida!

Gradirripas - Tábuas de Madeira Redondas com Pega

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(https://www.facebook.com/GradirripasArtigosEmMadeira)

As tábuas de madeira estão na moda! Todos nós nos lembramos de ver as nossas mães a usá-las como base para cortar ou picar alimentos, bater bifes, arranjar peixe, etc! Com o tempo estas tábuas ganharam outro destaque nas nossas cozinhas e passaram a ser também um utensílio para servir comida e até como decoração! A Gradirripas tem uma grande variedade de formatos e tamanhos entre os quais as redondas com pega que, a meu ver, são lindas! São fantásticas para servir um bolo, uma tarte doce ou salgada, uma refeição, ou o que nós quisermos! E poderão dizer "ah, mas é só uma tábua de madeira", não é não! É uma tábua de madeira portuguesa, com certeza! Pois se até o fantástico e inspirador chef de cozinha Jamie Oliver as usa, porque não haveríamos nós de as usar também?! É verdade, o Jamie Oliver usa pelo menos 8 dos modelos de tábuas da Gradirripas que estão presentes em todos os seus restaurantes! Digam lá se não é motivo de orgulho ver o que é Português lá fora?!

Gradirripas


A Gradirripas - Artigos em Madeira Lda é uma empresa Portuguesa muito conhecida que fabrica produtos em madeira como caixas para vinhos e produtos gourmet, utensílios para a cozinha e pequeno mobiliário. É uma empresa familiar de Pernes, concelho de Santarém e conta já com 5 gerações! A madeira utilizada provém, essencialmente, de pinhais da região centro de Portugal e é adquirida a produtores que asseguram a sustentabilidade das florestas fazendo novas plantações para substituir as árvores abatidas. É de salientar que a Gradirripas só adquire madeira a fornecedores legalizados. A madeira é sujeita a secagem em estufa, onde permanece o tempo necessário para garantir um produto de qualidade, isento de humidades e do vírus do nemátodo. A madeira trabalhada pela Gradirripas é devidamente identificada através do passaporte fitossanitário que acompanha cada lote de matéria-prima adquirido. São 10 os colaboradores da Gradirripas, muito experientes e especializados nas diferentes áreas de trabalho da madeira. A qualidade do produto final é reconhecida no mercado nacional e internacional sendo que, uma parte significativa da produção se destina à exportação (sobretudo para o Reino Unido, EUA e Holanda). Do portfolio de clientes destacam-se restaurantes, unidade hoteleiras, cadeias de grande distribuição e produtores de vinhos. Convido-vos a visitarem o site e/ou facebook para conhecerem o trabalho e a grande variedade de artigos. São produtos que, com muito orgulho, fazem já parte das cozinhas Portuguesas!

Sweet Castanea - Bolachas de Castanha


Que a Sweet Castanea tem Compotas de Castanha e Castanhas em Calda já vocês sabem porque eu já vos mostrei! O que eu ainda não vos tinha dito é que a Sweet Castanea também tem bolachinhas! Feitas de castanhas claro está! As primeiras, feitas com castanhas e outras coisas boas mais. Sempre com ingredientes naturais e isso podemos comprovar no sabor que é tão caseiro, tão bom! As segundas feitas com castanhas e farinha de alfarroba que lhes confere aquele tom escurinho. Ambas em formato mini, ideais para partilhar com quem mais gostamos. As embalagens são muito bonitas, fazem também uma bela oferta! Não me canso de dizer, o que é nacional é bom! Escolham produtos nacionais!

Sweet Castanea - Packs

E se acharam que os frascos de 250gr de Compotas e de Castanhas em Calda da Sweet Castanea são demasiado para vocês, se gostavam de comprar menor quantidade e mais variedade, ou se gostavam de presentear alguém com estes fantásticos produtos, sugiro-vos então os packs da Sweet Castanea! Existe o Pack de Compotas Sweet Castanea, composto por 3 frascos de 30ml cada: Compota de Castanhas, Compota de Castanhas e Mel de Rosmaninho, e Compota de Castanhas e Maçã Bravo de Esmolfe! E há ainda o Pack de Castanhas em Calda, também composto por 3 frascos de 30ml cada: Castanhas em Calda, Castanhas em Calda de Gengibre, e Castanhas em Calda de Vinho do Porto! As embalagens são muito bonitas e certamente irão surpreender e agradar! Agora é que não há mesmo desculpa para não experimentar! Para adquirir basta irem o site ver os pontos de venda http://www.sweetcastanea.com/.

Sweet Castanea - Castanhas em Calda de Vinho do Porto

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(http://www.sweetcastanea.com/#!product/prd18/3182139391/castanha-em-calda-de-vinho-do-porto)

Por fim as Castanhas em Calda de Vinho do Porto! Esta combinação era obrigatória ou não fosse o Vinho do Porto um património bem Português! O Vinho do Porto combina muito bem com as castanhas dando um tom mais escuro à calda. E saliento que estas Castanhas em Calda de Vinho do Porto levam ainda o toque da canela que faz toda a diferença! Nenhum sabor se sobrepõe ao outro, todos se conjugam em harmonia e perfeição! E se no post anterior vos sugeri um bolo maravilhoso onde as Castanhas em Calda de Gengibre foram protagonistas, hoje sugiro-vos uma proposta de um prato salgado, feito também pela Marta do blog Intrusa na Cozinha, uma Carne de Porco com Castanhas em Calda de Vinho do Porto, numa combinação inusitada mas certamente deliciosa! E agora toca a experimentar o que de bom se faz em Portugal!