Desafio Açoriano II


É tempo de um novo Desafio Açoriano! As regras são iguais às do desafio anterior, a receita pode ser doce ou salgada, típica ou não, e o produto que utilizarem tem de estar na foto junto ao prato que fizerem (marca à vista de modo a homenagear o produto em questão). Nada de novo, portanto!

Mas achavam que seria assim tão fácil?! É claro que a dificuldade tem de aumentar... mas só um bocadinho! Por isso desta vez o ingrediente é secreto! Vêem o formulário abaixo? Quem quiser participar terá de o preencher com o seu nome, nome do seu blog (caso o tenha) e o seu e-mail. As inscrições têm de ser feitas até dia 3 de Abril. Posteriormente a esse dia, enviarei por e-mail o tipo de produto que cada um terá de utilizar. Não importa a marca, tem é de ser Açoriano (mesmo feito nos Açores)! Não será difícil encontrar produtos Açorianos pois já os há à venda por todo o lado, nas grandes superfícies e em pequenos comércios e, claro, nas lojas de produtos Açorianos que já vos falei neste post.

Há mais um pormenor! Todas as receitas deverão ser publicadas no dia 16 de Maio.

A primeira pessoa que conseguir descobrir o porquê desse dia tem a possibilidade de escolher o ingrediente que irá usar! (esta parte já não conta pois a Joana do blogue A Comida da Vizinha já acertou, como poderão ver na caixa dos comentários em baixo. É por ser o Dia da Região Autónoma dos Açores).


  

E claro, como não poderia deixar de ser há prémios!

1º prémio - 1 Livro "Cozinha Regional dos Açores" de Balbina Pereira;
2º prémio - 1 frasco de Mel Fruter;
3º prémio - 1 pacote de Chá Gorreana;


Já sabem, não haverá sorteio, serei eu a escolher as 3 receitas vencedoras. Surpreendam-me! Os resultados serão revelados dia 31 de Maio.


E este desafio, aceitam?!

Comédia Açoriana - Fala Quem Sabe - I

Imagem retirada da net
(http://www.acorianooriental.pt/image_cache/images/view/_video/7249.jpg)

Da última vez que vos falei de comédia Açoriana neste post mostrei-vos um vídeo do grupo "Fala Quem Sabe" mas não vos contei nada sobre este grupo! "Fala Quem Sabe" foi um programa Açoriano, transmitido pela RTP Açores. O programa foi criado por Roberto Borges que interpreta a personagem de Ramiro Tarraçada. A ideia foi baseada no Carnaval da Ilha Terceira, altura em que decorrem os Bailinhos de Carnaval, festa popular onde se contam histórias personificadas com críticas à política, economia e sociedade atual. Tudo acontece na freguesia de Bica Seca (freguesia fictícia criada para a trama), algures no interior da Ilha Terceira. Na verdade os programas são gravados numa quinta de turismo "Quinta do Martelo" e também noutros pontos da ilha. O programa é composto por três personagens principais, o Ramiro Tarraçada que é o mais simples mas também o mais ingénuo dos três! O Baptista Almada que se julga o mais esperto, e o Agostinho que é o mais tímido! Rapidamente a popularidade deste grupo cresceu nos Açores e também nas comunidades Açorianas espalhadas pelo mundo! Apesar de já não passar na televisão, o grupo continua a dar espetáculos um pouco por todas as ilhas e também no estrangeiro. E sem mais demoras vamos a um vídeo!

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=BHZ1k5grsgs

E se dúvidas houver, o Pauleta é Açoriano, natural da ilha de São Miguel! 

Cantinho das Aromáticas




O meu cantinho das aromáticas estava a precisar de ser renovado! Queria que ficasse mais "clean", mais moderno, mais bonito! No entanto queria fazê-lo sem gastar muito dinheiro. Desde o verão passado que andava a guardar garrafões de água de 5L. Este mês comecei finalmente a semear e a transplantar as aromáticas! Gostei muito do resultado! Peguei no garrafão, coloquei-o na horizontal, fiz uma abertura com o auxílio de um x-acto, enchi com terra, semeei o que havia para semear e transplantei o que havia para transplantar! Coloquei umas placas em madeira onde escrevi o nome de cada aromática para ser mais fácil de identificar! Tão simples e tão fácil quanto isto! E é só cuidar! A estes garrafões que vêem nas fotos, juntaram-se outros por isso ficou um cantinho de aromáticas bem sortido e completo! Agora vamos a custos! Como não tive de comprar vasos, esse valor ficou poupado. Acho que os garrafões resultam muito bem, estamos a reciclar e acho que dá um aspeto bonito à coisa! Quanto à terra, poderia ter usado terra recolhida nalgum sítio o que me teria ficado a custo zero, mas optei por comprar uma saca de terra de 20L (7kg) que custou 4,99€ e deu para 10 garrafões. As placas poderiam ter sido paus de gelado mas como eu não tinha nem havia à venda, usei umas placas parecidas feitas pelo marido. O maior investimento foram mesmo as sementes que custaram entre 0,70€ a 0,90€ cada pacotinho. Resumindo e concluindo, a terra ficou a 0,49€ por garrafão mais o valor das sementes (uma média de 0,85€) ficou em 1,34€ por garrafão. Parece-vos caro? Penso que não se encontra vasinhos grandes de aromáticas por este preço! Pelo menos eu aqui não encontro! O mais barato que vi custava 1,50€ e era um pezinho de nada! E se tudo correr bem, destes garrafões brotará muito mais do que um pezinho! E depois não há nada como precisarmos de uma aromática e podermos colher logo ali à porta da cozinha! Daqui a algum tempo mostro-vos o resultado!

Inhame dos Açores




Como definir o inhame?! Acho que é daquelas coisas que só mesmo provando! Para começar, a primeira foto, que já vos tinha mostrado neste post, é a planta do inhame. A Colocasia Esculenta (designação desta espécie de inhame), é uma planta herbácea vivaz com grandes folhas que podem atingir 70cm de comprimento por 60cm de largura. Em "açorianês" falando, esta planta tem uma raiz (rizoma/tubérculo) algo áspera e rugosa, de cor acastanhada escura, cuja grossura e comprimento são variáveis. O interior é farinhoso (farinhento como dizemos cá), com uma cor que pode variar do branco ao rosado, depois de apanhado ganha uma cor azulada/arroxada e depois de cozido volta a ganhar a sua cor original. A planta do inhame desenvolve-se melhor em lugares húmidos e é por isso muitas vezes cultivada junto às ribeiras (cursos de água). Pode também ser cultivada em lugares mais secos, mas geralmente os inhames de água (os que são cultivados em lugares húmidos) costumam ser melhores, mais saborosos e menos fibrosos, chegando até a ter uma textura amanteigada. Desde a plantação até à apanha (colheita) o cliclo dura de 8 meses a 2 anos. Após este tempo os inhames continuam a poder ser apanhados mas tendem a crescer demasiado e a perder qualidade. Os inhames podem ser cozidos, fritos, assados, e o sabor pode ser adocicado ou salgado dependendo do modo como são cozidos (se com açúcar, se com sal). Os inhames constituem a base de alguns pratos tradicionais Açorianos, servem de acompanhamento a preparados de carne e enchidos fumados. Quase não há restaurante que se preze que não tenha inhames com linguiça e/ou torresmos disponíveis na ementa! Na nossa ilha de São Jorge, em particular nas Fajãs, os inhames constituíam a base da alimentação de grande parte da população. A importância era tal que os inhames se encontram representados no brasão do Concelho da Calheta e também no brasão da freguesia da Ribeira Seca. Nos finais do século XVII uma tentativa de alteração das regras de cobrança do dízimo (imposto) sobre o inhame levou a um levantamento popular conhecido como Revolta dos Inhames, que só ficou resolvida após o envio de tropas à ilha! E para quem não conhece o inhame, deixo-vos uma foto com os inhames já cozidos. Este vieram de uma das fajãs desta ilha e foram cozidos em forno de lenha o que faz com que os inhames fiquem ainda mais saborosos! Na travessa ainda com a "casca" e no prato já prontinhos a comer! Por vezes quem prova não consegue gostar! Talvez porque não gosta mesmo ou acredito que possa ser por não provar um inhame de qualidade! Quando o inhame não é bom, não é bom mesmo! Mas quando é bom, é uma maravilha! E sabiam que pode ser usado em doces?! Isso mesmo! Em queijadas, bolos, pudins! O que a imaginação permitir! Por isso, se provarem inhame e não for amor à primeira dentada, por favor dêem-lhe uma segunda oportunidade!

Se quiserem saber mais basta consultar a fonte no Wikipedia

Entupimentos na Cozinha

Imagem retirada da net
(http://tft.pt/Upload/Product/Image/Bicha%20desentupir%2010m%20Kibon%20-%20G.jpg)

Era Sábado à noite. Tinha estado a fazer o jantar e por conseguinte tinha alguma louça para lavar. Quando fui fazê-lo a pia não esgotava. Nenhuma delas esgotava. Nisto recebo uma chamada da minha mãe: "Tenho filhós fritas quentinhas, apareçam por cá". Boa... mas que altura mais interessante para a canalização entupir! É que já não bastava ser fim de semana, ainda me iria tirar o prazer de comer umas filhós acabadinhas de fazer (as da minha mãe são só as melhores do mundo)! Costumava ter em casa um produto extremamente eficaz que usava de vez em quando, quer na cozinha quer na casa de banho, para prevenir estas situações aborrecidas. Infelizmente havia algum tempo que não fazia isso pois o tal produto já tinha acabado e nunca mais comprei porque já não era comercializado. Se eu tivesse o tal produto sei que tinha resolvido a questão em menos de nada! Como não era capaz de resolver a situação sozinha recorri ao meu marido. Àquela hora já estava tudo fechado, por isso usámos os recursos que tínhamos disponíveis. Nada resolveu. No Domingo tentámos novamente. Acabei por fazer alguns produtos caseiros (bicarbonato com vinagre, bicarbonato com coca-cola, etc), mas também não resultou. Restava-nos esperar por Segunda-Feira para poder ir à procura de alguma coisa realmente eficaz. Na segunda de manhã comprámos soda cáustica para desentupir canos e um cabo de aço forte com forma de mola próprio para o efeito (como o da imagem). E assunto resolvido. Podia ter chamado o canalizador. Mas não gosto de incomodar ninguém ao fim de semana. Além do mais eu tinha a certeza que, com os produtos certos, seríamos capazes de resolver a situação sem depender de ninguém. Por isso já sabem o que fazer se vos acontecer o mesmo! Em todo o caso, e como diz o ditado, mais vale prevenir do que remediar, por isso basta que de vez em quando joguemos pelo cano abaixo um produto para desentupir canos e assim estamos a evitar que se formem entupimentos que, como sempre, acontecem nas alturas mais inconvenientes!

Boleira/Torteira de plástico

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(https://www.precolandia.com.br/images/product/699209H.JPG)

No post anterior falei-vos sobre a boleira de vidro com tampa que para além de uma bonita peça decorativa, é também muito útil. Não menos útil são também as boleiras de plástico com tampa. Para ter como objeto decorativo não são tão bonitas, mas para quem quer ter uma na cozinha mas não pretende gastar muito dinheiro poderá ser uma boa opção. Tenho duas, uma maior e outra mais pequena, que uso para transportar bolos ou sobremesas quando há algum jantar fora de casa. Assim fica muito mais fácil de transportar os doces, vão bem acomodados, não corremos o risco de pelo caminho cair alguma mosca ou alguma porcaria dentro do doce, e quando terminar o jantar, em vez de se procurar marmitas para colocar os restos, basta fechar a tampa e vir embora! Para além das boleiras de plástico, há ainda torteiras que são ótimas para guardar as tortas. A maior parte destas boleiras de plástico com tampa já trazem umas "asas" de plástico, o que torna a tarefa de transportar ainda mais fácil. Onde se encontram? Em qualquer loja de utilidades domésticas.

Boleira de Vidro

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(http://2.bp.blogspot.com/_mkTvQ0RteC4/S0a74cYQFqI/AAAAAAAABXY/81UYZW1mt74/s400/1.jpg)

Gosto muito destes pratos de vidro com tampa. Na verdade tenho mais do que um, com pé, sem pé, com tampa, sem tampa. Para além de ficar bonito em qualquer cozinha, é ótimo para guardar os bolos, queques ou bolachas e até mesmo para servir uma sobremesa. Tenho mais do que um pois, pelo Natal, quando monto a mesa dos doces, acabo por colocar na mesa um com o bolo-rei e outro com os doces variados. Os pratos sem tampa até são bastante acessíveis, já os pratos com tampa são um pouco mais dispendiosos. No entanto, dependendo das necessidades de cada um claro, acho que é preferível comprar com tampa pois assim dá para utilizar das duas formas, com ou sem ela. 

Fruter - Mel dos Açores

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(http://www.fruter.pt/galeria/index.php)

Como já vos expliquei nos posts anteriores, o mel da Fruter é produzido por apicultores associados da Ilha Terceira. O mel é entregue na Cooperativa Fruter pelos seus associados, devidamente embalado em boiões de vidro e caixas de cartão de 12 unidades fornecidas pela cooperativa. Uma vez na cooperativa são colocados rótulos nos boiões para posteriormente serem comercializados. No rótulo podemos, ainda, ter conhecimento de quem foi o apicultor daquele mel. O mel da Fruter é comercializado em boiões de vidro de 270g, 480g e 500g. Existe ainda um boião de plástico de 440g, muito prático uma vez que basta esguichar e já está! É ótimo para quem tem crianças pois, para além de ser fácil de usar, eles próprios podem manusear o frasco sem o risco de quebrar. É importante frisar que o mel da Fruter é um produto DOP - Denominação de Origem Protegida. Quer isto dizer que é um produto único, genuíno, que teve origem numa determinada região geográfica e é daí que advém as suas características. Produtos destes merecem ser valorizados! Para além de mel, a Fruter comercializa também Pólen que é um produto muito completo, rico em proteínas, vitaminas e aminoácidos essenciais. Convido-vos uma vez mais a visitarem o site da Fruter pois assim, para além de ficarem a conhecer melhor o trabalho e os produtos, podem também ficar a par das novidades e dos eventos que vão acontecendo e, quem sabe, o Mel da Fruter não esteja um destes dias próximo de vós! Será, sem dúvida, uma excelente oportunidade a não perder para ficarem a conhecer melhor este fantástico produto dos Açores!

Fruter - Mel Prensado

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(http://www.fruter.pt/galeria/index.php)

"A FruterCoop resolveu apresentar um novo "velho" produto da colmeia utilizando técnicas tradicionais de extração como a prensagem dos favos, tal como outrora se fazia com os cortiços, para obter um mel característico de outros tempos. O Mel Prensado é mais encorpado, com uma consistência espessa e com sabores mais fortes agregados a aromas também eles tradicionais. Tal se deve à maior quantidade de Pólen que este método permite arrastar dos favos juntamente com o mel, conferindo-lhe características especiais, acabando por resultar num produto mais nutritivo e do agrado de todos. O Pólen que enriquece o Mel Prensado já foi processado pelas abelhas, naturalmente enriquecido com própolis e ligeiramente levedado, recebe a designação de Pão de Abelha e é um alimento bastante completo".

Posto isto só podemos concluir que o Mel Prensado da Fruter é um produto de excelente qualidade. Realmente tenho memórias do mel tradicional pois um tio meu era apicultor nas horas vagas, actividade que fazia com grande paixão. Desde que ele deixou a apicultura nunca mais eu tinha provado um mel com aquelas características. Até ter provado o Mel Prensado da Fruter! Só pela cor e densidade percebemos logo que é um mel diferente. E depois o sabor não tem nada a ver com aqueles méis quaisquer que se compra no supermercado. E poderão dizer-me "ah, mel é mel". Nada disso. Quem já provou mel tradicional e quem já provou mel do que se compra no supermercado sabe perfeitamente que há uma enorme diferença. Porque o mel que se compra no supermercado é feito de forma industrial, para render e para ser barato, logo não pode nunca ter a qualidade de um mel que é feito de forma natural e tradicional. Obviamente, a produção deste mel é muito reduzida uma vez que o mesmo é obtido através da prensagem das ceras resultantes da desoperculação. Pelas razões que citei no início mas também pelo facto de ser um mel Açoriano com características peculiares de aroma e paladar, este é o mel perfeito! Se o virem por aí à venda não o deixem escapar!

Filhós de Forno

(Para ver em ponto grande clicar na foto)

As Filhós/Filhoses de Forno, popularmente conhecidas por fofas, fazem-se um pouco por todo o Arquipélago Açoriano. É no Entrudo (Carnaval) que este doce ganha destaque. Uma massa fofa e oca, recheada com creme a saber a limão. Há várias receitas, esta é apenas uma delas, a que faço desde sempre e que, na minha opinião, de todas é a melhor.

Filhoses de Forno:

Massa:
5 ovos;
250g de farinha de trigo;
1 colher de sobremesa de fermento em pó;
1 pitada de sal;
250ml de leite;
250ml de água;

Numa taça grande batem-se os ovos com a batedeira até ficarem fofos e esbranquiçados. Aos poucos junta-se a farinha e envolve-se com uma colher de pau ou vara de arames. Depois junta-se o fermento e o sal. De seguida o leite e por fim a água. Verte-se nas formas (forminhas de queijada) previamente untadas com óleo e polvilhadas de farinha (não encher até acima). Vai ao forno, que já deve estar bem quente, cerca de 30 minutos. Retira-se e deixa-se arrefecer um pouco ainda dentro das formas.

Recheio:
5 gemas;
250g de açúcar;
500ml de leite;
2 colheres de sopa de farinha maizena;
raspa de 1 limão;

Num tacho coloca-se as gemas e bate-se com uma vara de arames. Junta-se os restantes ingredientes, mistura-se e vai a lume brando mexendo sempre até ganhar consistência (como uma papa). Retira-se e deixa-se arrefecer.


Para rechear as filhoses basta fazer uma abertura na lateral a filhó (com o auxílio de uma faca ou tesoura de cozinha), e rechear com o creme. Para que as filhoses fiquem mais perfeitinhas pode apenas fazer-se um pequeno buraquinho e rechear usando um saco de pasteleiro. Podem, ainda, ser recheadas pelo topo. Depois é só saborear!

Quentes e boas!


Querem saber o que é?! Então cliquem aqui!

Fruter - Mel Multiflora

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(http://www.fruter.pt/galeria/index.php)

Os Açores pelo seu potencial florístico, abundante, diversificado e não sazonal, aliado a um clima ameno, possuem excelentes condições para a prática apícola. De todos os produtos diretos da colmeia, o mais conhecido é o mel. É conhecido pelo seu valor nutritivo e também pelas suas virtudes curativas no âmbito da medicina popular. O mel é essencialmente rico em açúcares dos quais se destacam a glucose e a frutose. A sacarose (açúcar comum) ocupa no produto uma percentagem por vezes insignificante (em média 5%). Pela sua baixa concentração em sacarose, o mel pode ser ingerido (sempre de forma adequada e sensata), por todos aqueles que não podem usar o açúcar vulgar. O mel estimula a produção de sangue e linfa, permitindo assim uma feliz sinergia entre as defesas imunitárias estimuladas e as substâncias anti-bacterianas do mel. O mel produzido pelos apicultores associados à FruterCoop é por excelência um produto natural proveniente exclusivamente de flores não possuindo na sua composição qualquer composto produzido artificialmente. Como é uma miscelânea de néctares de várias espécies florais, as propriedades da flora que lhe deu origem podem ser encontradas no mel (e isso percebe-se muito bem quando o provamos). O Mel da Fruter é um produto com garantia de qualidade, com características físico-químicas e organolépticas específicas (cor, aroma, textura, sabor), uma vez que é analisado segundo os seus parâmetros físico-químicos com o objetivo de se comercializar um produto indemne que se enquadre nas normas comunitárias.

Fruter


A Fruter é uma associação de produtores de frutas, de produtos hortícolas e florícolas da Ilha Terceira. Surgiu um Abril de 1990 a partir de um pequeno núcleo já existente com o objetivo de abranger outras áreas de produção agrícola. A sede da Fruter situa-se em Santa Luzia - Angra do Heroísmo e conta com 109 associados que trabalham nas mais diversas áreas agrícolas como a apicultura, horticultura e fruticultura. Como membro da Federação Agrícola dos Açores, a Fruter procura defender estes sectores de produção junto da sociedade política e civil com o objetivo de incentivar e dinamizar estas áreas produtivas. Visando essencialmente a promoção e divulgação de todos os produtos produzidos pelos seus associados, a Fruter tem participado em diversas feiras, não só de âmbito regional, mas também nacional e internacional. Tem participado também em Concursos Horto-Frutícolas e Concursos de Mel, através dos quais os seus associados têm confirmado a qualidade dos seus produtos. Participa, ainda, em vários congressos, simpósios e workshops de relevância nacional e internacional. A Fruter promove várias acções de formação em todas as áreas de intervenção e, de modo a proporcionar as melhores condições de produção, tem desenvolvido juntamente com a Universidade dos Açores e com a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas diversos trabalhos de investigação. Importa salientar que existem duas estruturas completamente independentes: A Fruter (associação) e a FruterCoop (cooperativa), cujo objetivo de ambas é contribuir para a melhoria do rendimento dos agricultores e seu bem estar. A Fruter comercializa os seus produtos em toda a Região Açores, nalguns pontos de Portugal Continental e para a Holanda no caso da floricultura. Visitem o site da Fruter, lá poderão encontrar informação mais detalhada e ficar também a par de outras novidades.

As Tradições de Natal Açorianas


O Natal já lá vai! Resta-nos agora esperar onze meses para que esta quadra se repita! As tradições natalícias variam de terra para terra, por isso mesmo, e apesar de já ter passado, resolvi contar-vos um pouco sobre as tradições Açorianas, mais concretamente as da minha Ilha. A maior parte dos Açorianos são religiosos e por isso as celebrações católicas têm uma grande importância. Celebramos, por isso, as Novenas de Natal, que como o próprio nome indica são nove missas de preparação para a grande festa do Nascimento de Jesus. Nove missas onde se cantam cânticos próprios do Advento. Nestes dias que antecedem o Natal faz-se também a árvore e o presépio de musgo e mantão. Antigamente as árvores eram naturais. Confesso que tenho saudades pois o cheiro que deixavam na casa era maravilhoso e inconfundível. Cheirava mesmo a Natal! Entretanto surgiram as árvores artificias, muito mais práticas, mais perfeitas, de vários tamanhos e feitios, fáceis de montar e desmontar, prontas a usar todos os anos. Mas não é a mesma coisa! Os pinheiros naturais, apesar das suas imperfeições, tinham outro encanto! Infelizmente a tradição do presépio tem caído em desuso e são cada vez menos as pessoas que o fazem. Outros optam apenas por colocar as imagens do presépio debaixo da árvore ou em cima de uma mesa. Mas o importante é que as imagens lá estejam, afinal o Natal é o nascimento do Menino Jesus e esse é o grande motivo pelo qual o celebramos. Nesta época há também muitos doces. Não temos a tradição das azevias, dos coscorões, dos sonhos, das filhoses, etc. Geralmente os doces que compõe as mesas de Natal Açorianas são o bolo-rei, o bolo de natal, o bolo de figos e os doces típicos de cada ilha. Mas há já quem vai inovando e introduzido os sonhos, as filhoses, as rabanadas! É ao gosto de cada um! E Natal não seria Natal sem a Missa do Galo! A missa que se realiza à meia noite do dia 24 para celebrar o Nascimento de Jesus (para mim uma das missas mais bonitas do ano). No dia 25 há também a Missa de Natal que se celebra durante o dia. A partir deste dia põe-se em prática mais uma tradição Açoriana que popularmente chamamos "correr Meninos". Ora esta tradição é nada mais nada menos que um grupo de pessoas que se junta para visitar várias casas e provar o mijo do Menino! Perdoem-me a expressão mas é mesmo assim! É por isso que quando pretendemos convidar alguém para nos visitar durante a época natalícia fazê-mo-lo dizendo: o Menino mija! Recebemos as visitas em nossas casas e brindamos com bebidas e licores (o mijo do Menino), e também com doces. Nalguns casos o grupo vai crescendo e seguem pela noite dentro até... isso agora não interessa nada pois não é difícil de adivinhar o que acontece depois de provar tanto mijo do Menino! Nesta época há também o Cantar de Reis. Um grupo que se junta para cantar e tocar uma música de Natal a todas as casas da sua freguesia. Os Reis percorrem as casas e terminam a sua jornada bem perto do dia de Reis a cantar ao Menino Jesus à porta da Igreja. Vem depois a Missa de Ano Novo. É neste dia que acontece a tradição do Cortejo de Oferendas do Menino Jesus. Quem quiser leva algo, pode ser um doce, uma garrafa de licor, um animal, um produto da quinta, aquilo que cada um quiser e puder oferecer, e junto ao Império do Divino Espírito Santo formam-se duas filas de gente acompanhadas pelo pároco e pela filarmónica que toca seguindo o cortejo até à Igreja. Chegados à Igreja, todos dispõem a suas oferendas numa mesa disponível para o efeito. Celebra-se então a Missa de Ano Novo e depois desta acabar, fazem-se as arrematações. E o que são as arrematações?! Quem estava na Missa junta-se no exterior da Igreja, há então duas ou três pessoas que trazem para a rua as oferendas que nós levámos no cortejo e vão arrematando, que é como quem diz fazendo um leilão. Quem der mais leva a oferenda em questão. O dinheiro destas arrematações reverte a favor da Igreja e por isso as pessoas muitas vezes vão picando (subindo o valor), não pela oferenda em si, mas para que renda mais dinheiro para Igreja, dinheiro este que depois é utilizado para fazer face às despesas e obras necessárias. Este ano arrematei um cacho de bananas da terra e um saco de espécies caseiras (doce que já vos dei a conhecer aqui), vim portanto muito satisfeita! No final destas Missas de Natal há também a tradição do "Beija Pé do Menino", onde todas as pessoas presentes na missa se dirigem ao altar para fazer uma vénia e beijar o pé do Menino Jesus. Por fim há o dia de Reis e é neste dia que se encerram todas as celebrações Natalícias. E por ser Dia de Reis deixo-vos com o tema "Partiram os Três Reis Magos" da Cantata da Natal do Grupo Coral das Lajes do Pico (Ilha do Pico). 

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=zFPTGnE3Yug


Feliz Dia de Reis!

Próspero Ano Novo

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(http://www.justin5mins.com/wp-content/uploads/2014/12/gold-and-silver-new-year-themes.jpg)

Um próspero ano novo para todos vós! Que 2016 chegue repleto de coisas boas, muitas realizações e sobretudo muita saúde! Feliz Ano Novo!

Feliz Natal


Desejo-vos um Santo e Feliz Natal! Que seja uma quadra repleta de muita paz, amor e felicidade! 

Produtos de Eleição - Os "Segredos" que aqui se partilharam - VI


Todos nós temos os nossos produtos preferidos! Estes são os meus: Produtos de Eleição


Parceiros - Os "Segredos" que aqui se partilharam - V


Foi com muito gosto que ao longo deste ano vos dei a conhecer alguns dos parceiros deste blog. Todos portugueses, como não poderia deixar de ser! Entre os quais alguns Açorianos! Resta-me agradecer a todos eles do fundo do coração por se terem associado a este blog e tornado possível a divulgação dos seus fantásticos produtos! Podem usar os links ou então ver na categoria: Parceiros


Eletrodomésticos - Os "Segredos" que aqui se partilharam - IV


Já não vivemos sem eletrodomésticos e estes são alguns dos que fazem parte da minha cozinha e que vos mostrei ao longo deste ano na categoria: Eletrodomésticos